Entendendo Smoke On The Water

Por que Smoke on the water é tao conhecida? O que faz de uma musica tão simples, ser uma das maiores obras primas todos os tempos? Porque esse bendito riff, que repete, repete, mas nunca enjoamos (as vezes enjoa um poquin!!)??!! Bom, as repostas vamos tentar encontrar agora!!

Com certeza, Smoke on the water é a musica mais conhecida do Deep Purple, a musica, que nem era tao importante assim pra banda (tanto que nem tocaram ela com o lançamento do Machine Head e a canção foi abrir o lado B do vinil), simplismente, estourou entre todos os rockers do mundo.

Editado em Março de 1972, o Machine Head foi alvo critico e comercial do Deep Purple. Além de todas aquelas musicas que se tornaram clássicas, o álbun foi para o primeiro lugar na Inglaterra, e sétimo nos EUA. Vendendo mais de 2 milhoes de copias so nos Estados Unidos, projetando seu maior sucesso, “Smoke on the water”.

A musica é conhecida pelo seu tema central, com notas em escala de blues, tocada em uma Gibson ES-335 por Ritchie Blackmore, imediatamente, logo apos o começo do riff, entram a bateria(Ian Paice) e o Baixo(Roger Glover) e no fim do riff, escutamos a voz de Ian Gillan.

Blackmore usa seus dois dedos para tocar a musica e é a unica musica do Machine Head que ele não toca com sua Fender Stratocaster, ele diz que com a Gibson era mais facil tocar a musica, vai entender..!!

Vamos resumir a historia da musica, eles estavam em um festival em Montreux, o teatro que eles iriam apresentar pegou fogo, deu um monte de problemas, gente reclamando do barulho, policia…etc, e fizeram uma musiquinha extra pro album com essa historia!!simples!!

Roger Glover disse que o nome da musica surgiu quando ele viu a fumaça refletindo sobre o lago de genebra, ele logo anotou o titulo em um guardanapoe quando ele falou sobre o titulo ao resto da banda, Ian Gillan falou: “Vai parecer música sobre drogas, e nosso negócio é beber”. e fogo no céu, muita gente não entende o refrão da musica, mas ta aí uma explicação:

Smoke on the Water: Fumaça na água (isso porque a fumaça refletia na água, e não porque ela estava na água!!)

Fire in the Sky: Fogo no céu (essa deu pra entender ne!!)

A historia da musica é essa, mas, de onde Ritchie se inspirou pra fazer uma obra de arte dessas, será que foi no banheiro(ótima fonte de inspiração!!), nos sonhos? Aonde meu Deus!!

Muitos falam que o riff da musica é um grande plagio de Ritchie, e ate ele mesmo disse que ele tirou o riff de beethoven (não tenho certeza). Mas o que nos toca mesmo, é saber que antes de Smoke on the water, Tom Jobin já havia feito algo parecido com a musica. A canção tem sua introdução igual (tirando aquelas coisinhas de Bossa Nova) à de “Maria Moita”, composta por Carlos Lyra e Vinícius de Moraes para o musical “Pobre Menina Rica”, em 1962.

Os primeiros a verem a semelhança entre Smoke on the Water e Maria Moita foram uns DJs europeus, eles botavam uma versão technobossa de Maria Moita e dopois colocavam a musica do Deep Purple. Alguem ouviu a musica technobossa de Maria Moita cantada por uma brasileira e pensou que aquilo seria um plagio, essa pessoa nem imaginou que Maria Moita foi composta na década de 60.

Ritchie e banda tinham um amigo, que era fã de musica brasileira, e ele homem(que não lembro o nome), era muito fã de Tom Jobin, o que nos faz ficarmos com uma pulga atraz da orelha!!

Mas hoje, ainda é impossível dizer que Ritchie Blackmore tenha plagiado a música de Lyra, porque o que caracteriza um plagio são doze compassos iguais, o que não acontece.

Smoke on the water é com certeza uma das musicas mais conhecidas do mundo, até muita gente, ao escutar ela, simplesmente falam, “Hum, já escutei isso antes, só não sei onde!”, da vontade de matar a pessoa!

Muitos alunos de Guitarra sempre começam com Smoke on the water, por ser fácil e genial, tem muitas lojas de instrumentos musicais de várias partes do mundo que proíbem que se toque essa introdução (vai entender [2]).

Simplesmente podemos concluir que, Smoke on the water é sensacional, uma das maiores obras do Deep Purple, e concerteza, uma das maiores obras de Ritchie Blackmore, que se inspirou sei lá da onde, mas nos deu de presente uma musica infinitamente boa!!

Então, Smoke on the water, fire in the sky, Yeahh, Burnnnn, Burnnnn!!!

Escute agora a musica:

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Smoke On The Water

Jon Lord: “continuo compondo como louco”

Jon Lord, ex-tecladista do DEEP PURPLE, postou a seguinte mensagem em seu site oficial, http://www.jonlord.org/:

“Primeiro e principalmente, muito obrigado a todos pelas perguntas e pelos comentários gentis e até comoventes que vocês postam no site. De pessoas que me viram tocar ultimamente, de pessoas que não me vêem há um tempo e daqueles que nunca sequer me viram – eles são todos gratamente recebidos.”

“Estou feliz que vocês estão gostando do ‘Durham Concerto’, ‘Boom of the Tingling Strings and Disguises’. Eles, entre outros trabalhos, têm ocupado muito meu tempo desde que deixei o Purple.”

“Embora eu continue compondo como louco, eu estou avançando no sentido de fazer mais apresentações ao vivo – tanto com orquestras quanto com o projeto JON LORD BAND que incluirá mais Hammond (mais teclados adicionais, guitarra, baixo, bateria, percussão e um cantor), coisas novas e uma ou duas músicas cuidadosamente escolhidas do passado em que eu tive uma pequena participação em escrever!”

“Eu espero também logo ser capaz de responder algumas perguntas especificamente – como: ‘Quando você virá a tais e tais lugares?’ e assim por diante. Eu tentarei fazer meus comentários para o site uma coisa mais regular também.”

“Nesse meio tempo, fiquem bem e mantenham a música com vocês”.

Fonte: Whiplash.net

Blackmore´s Night: Candice comenta papel em filme

“House Of Eternity” é o primeiro filme no qual você trabalha. O que motivou-lhe a começar a trabalhar em um filme? Trata-se de um interesse recém descoberto ou algo que você já queria fazer há algum tempo?

Candice: “Eu definitivamente tenho a atuação correndo em meu sangue, e desde os quatro anos de idade eu já participava de aulas de teatro pois achava fácil me tornar uma outra pessoa por alguns instantes, mesmo que achando um pouco daquela pessoa dentro de mim mesma. Quando comecei a escrever músicas, percebi que poderia utilizar a mesma técnica e então me transformar em um personagem que entretanto, deve ter sempre algo que siga em paralelo comigo, o que garantirá que eu me expressarei através daquelas palavras também, mas a oferta de um papel neste filme foi realmente uma surpresa maravilhosa para mim”.

Por qual motivo escolheu fazer um filme de terror em sua primeira atuação? Você tem alguma espécie de interesse no gênero?

Candice: “Para ler, eu sou grande fã do gênero do terror psicológico. John Saul é meu autor favorito mas nos filmes às vezes se torna difícil ter o equilíbrio entre te afetar psicologicamente e não ser completamente sobre sangue e ‘gore’ (tipo de filme onde comumente há banhos de sangue). Eu encontrei no roteiro do filme vários aspectos dos personagens. Há verdade, amor profundo e eterno, romance, comédia, etc. Há também raízes em uma história verdadeira em algo que estava acontecendo naquele período do tempo que adiciona uma certa realidade à história. Então o enredo me chamou atenção de várias formas”.

Filmes de terror e rock tendem a ser uma boa mistura. Você também cantará na trilha sonora?

Candice: “Eu encontrei um dos produtores do filme durante uma entrevista para o VH1 há alguns anos. Ele conhecia o tipo de música que nós fazemos no BLACKMORE’S NIGHT e se declarou fã do estilo que funde rock com música renascentista. Quando eu fiz o teste para o filme, coincidentemente eu tinha algumas amostras do meu trabalho solo no carro, então toquei para eles e eles gostaram. É algo mais voltado para o mistério e magia do que um rock direto, então se encaixa perfeitamente no filme”.

A entrevista complete pode ser lida no crushermagazine.com.